Passadas as festas de final de ano, compromissos e correrias, me peguei pensando que um novo ano já começou.
Caramba! Mais um, e para mim já se foram tantos...
Certo, é apenas uma marca no calendário e a vida cobra decisões o ano inteiro.
Mas quem não sucumbe às famosas decisões do tipo:
-esse ano eu vou gastar menos, fazer dieta, arrumar o armário ou terminar algo inacabado?
Não sou diferente, e me encontro agora pensando em qual será meu mote para o ano que inicia. Um ano sem objetivo é triste!
Emagrecer, gastar menos, entrar na academia são coringas, valem para todo ano e também toda segunda-feira.
Fiquei aborrecida ao pensar que embora essas sejam decisões bobas, simples e eternas, eu nunca as tomo seriamente.
Concluí que qualquer decisão de ano novo (no meu caso) é pura retórica, algo que não vou fazer mesmo, só serve de alívio para a consciencia.
Confesso que fiquei desiludida com a minha pouca perseverança, mas no minuto seguinte, tomada por uma síndrome de Pollyanna, resolvi de forma diferente:
Já que as decisões tomadas não serão mesmo cumpridas, por que não deliberar sobre coisas absurdas? Torna a escolha mais divertida e menos frustrante!
Nessa nova linha, aí vão então minhas decisões de Ano Novo, e que venha a realização -ou não, tanto faz!
Em primeiro lugar decido que vou ter um personal faz-tudo, extremamente competente e servil.
Competente para conseguir preços promocionais imbatíveis para a primeira classe em qualquer voo, me esclarecer sobre as alterações ortográficas vigentes e submisso para pegar meu chinelinho e um copo d'água à qualquer hora.
Em segundo lugar decido que vou ganhar na megasena, acumulada, e que meu personal faz-tudo, exímio conhecedor de investimentos e de total confiança, irá tratar de cumprir meus desejos materiais e multiplicar meu saldo no banco.
Em terceiro lugar decido que terei poder de apagar do mundo (não no sentido cappo) todos os chatos. Apagar mesmo. Devolver para onde quer que seja a sementeira deles, sem dor nem sofrimento, apenas apagar. Eles terão uma existência plena, uns chateando os outros, e como essa é a única coisa que sabem fazer, viverão felizes para sempre sem amolar a humanidade. Já tenho uma lista deles, começando pelos mais próximos, vizinhos e parentes, depois penso em outros para remessa.
Em quarto lugar decido que EU não sou chata...
Em quinto decido ter 27 anos. Exatamente 27, para poder ver de novo tudo que aconteceu. Não quero mudar nada, só quero a chance de curtir mais uma vez, com o meu personal faz-tudo, sem chatos, o saldo da megasena e o prazer que a gente tem revendo um filme de que gostou.
Finalmente decido emagrecer e entrar na academia.
Já não preciso decidir gastar menos. Sinto que esse será um ano com mais realizações!
2 comentários:
Se nunca tomamos as decisões que projetamos para o novo ano, quem sabe essas ditas absurdas -absurdas apenas porque não pensamos nelas seriamente- se realizem. Bem colocado e bem escrito. Gostei muito, Parabéns!
minha avó disse (para vc):
-infeliz quem nunca conheceu o amor.
eu conheci, aos 27 anos.
bj
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