Uma vez ouvi de um psicólogo, que nenhum ser humano mantém uma conversação de mais de cinco minutos, sem disparar ao menos duas mentiras.
Do dia que ouvi essa afirmação em diante, passei a ficar neuroticamente ligada no que digo e no que me dizem, tentando confirmar ou invalidar a pesquisa.
De tanto pensar e observar, concluí que o pesquisador está errado, mas pelo conceito de mentira que utiliza concluir a afirmação.
Pense bem se o conceito de mentira, que se aprende nas aulas de catecismo como pecado, que todo pai e mãe ensinam a evitar, se aplica a situações banais como dizer a uma pessoa que liga para oferecer um cartão de crédito que você já tem, sem ter? Quando alguém elogia seu cabelo, ou sua aparência, e pergunta você fez alguma coisa? Que fazer? Agradecer e calar, ou relatar em detalhes todos os tratamentos, custos e sacrifícios feitos para chegar ao resultado?
Se um conhecido cumprimenta apressado e pergunta:
-Tudo bem?
Quem irá relatar todas as desventuras do dia?
- Nada! Transito, falta de dinheiro, a empregada não veio, meu cachorro vomitou o tapete e ainda...
Melhor resumir assim:
-Tudo! Já acenando de longe.
Agora, se essa e outras mentiras podem ser redimidas, por que não excluir outras ainda mais justificadas?
Hoje pensarei numa lista delas...
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